A CHUVA CHEGOU E AGORA?

Quando o pasto está encharcado e o cocho molhado o impacto no volume e na qualidade do leite pode ser grande.

 

Como posso produzir leite em sistema de pastagem em dias de muita chuva, se o meu sistema — quase todo ele — está a céu aberto?

Quando falamos em vento, logo associamos ao frio. E em regiões muito quentes do nosso país, um ventinho mais fresco pode até ajudar. Mas, falando especificamente sobre o clima, vivemos um cenário realmente preocupante: chove fora de época, venta quando não deveria e faz frio quando é para fazer calor. Enfim, uma situação delicada e preocupante mas, ao meu ver, principalmente para aquele que não se planeja. E temos em dezembro a chegada do verão, dias quentes, úmidos em meio a pancadas de chuvas.

 

Para que a produção de leite ocorra dentro da vaca, especialmente no rúmen, a ingestão de massa verde e, sobretudo, de massa seca deve acontecer em consonância, atendendo às exigências nutricionais do animal. A massa verde, ou matéria original ingerida pela vaca, nada mais é do que tudo o que ela consome, incluindo a água presente no alimento (não a do bebedouro). O capim, por exemplo, contém aproximadamente 80% de água e apenas 20% de massa seca — ou seja, os nutrientes propriamente ditos (proteína, gordura, etc.).

 

Desta forma, ao ingerir o alimento, além dos nutrientes, o animal também consome água. O produtor sabe bem: quanto mais verde for o alimento, menos água o animal bebe no bebedouro, certo? Isso ocorre porque o alimento verde já contém bastante água, e por isso a vaca precisa beber menos água.

 

Durante a chuva, porém, o animal ingere, além da água presente no alimento, ele bebe também a água acumulada nas folhas — aquele capim molhado que conhecemos bem. Como ele tem fome, acaba ingerindo grandes quantidades de capim e, consequentemente, mais água. Isso preenche mais o espaço físico (barriga) do animal, e a água ocupa um espaço que poderia se ocupado pelo alimento. E o que isso significa? Menos ingestão de nutrientes. Sabe aquela sensação de comer dois pratos de sopa e logo sentir fome?

 

Portanto, é fácil entender a diminuição da produção de leite em períodos de chuva. Não somente pela menor ingestão de alimento, mas também pela alteração na proporção de nutrientes consumidos. Mas como assim?

 

Espero que concordem comigo. Mas ao ingerir mais água com o capim e cocho molhado, pode fazer o animal perder partículas menores do alimento, como a ração, desbalanceando a dieta diária. Neste ponto, o animal poderá ingerir mais ou menos proteína e, por consequência, desregular a relação entre proteína e gordura no leite.

 

Muitos produtores relatam, em períodos chuvosos, são acometidos por um problema corriqueiro, denominado “leite ácido”. Na maioria das vezes, essa acidez é causada por contaminação do leite, o que gera prejuízos diretos. Em outros casos, o problema está no desbalanceamento da dieta, que altera a relação proteína/gordura, provocando o chamado Leite LINA (Leite Instável e Não Ácido). Esse problema costuma ser resolvido rapidamente com o ajuste da dieta — e também é em trocas de dietas ou entrada e saída do verão e inverno, quando muitos produtores se confundem na formulação das dietas ou até mesmo por falta do volumoso.

 

Aproveitando o gancho: será que é correto adicionar água na dieta dos animais para que comam mais? A resposta nem sempre é “sim”. Como vimos, ao acrescentar água na dieta poderemos atrapalhar a ingestão correta da dieta.  Mas podem estar perguntando: os animais não comem maior quantidade de silagens mais úmidas, ou dietas mais úmidas por exemplo? Será que o “comer mais” não é um mecanismo do próprio animal em aumentar sua ingestão, visto que o alimento molhado reduz a ingestão de massa seca ou nutrientes? Já tinham pensado nisso? Isso é verdade.

 

Mas então, o que fazer nos dias de chuva para evitar esses problemas?

Pessoal, gosto muito de dizer que a chuva é bem-vinda. Embora, às vezes, faça estragos, é ela que dá vida às plantas e garante o alimento dos animais. Então, desta forma, ao invés de “pararmos os ventos”, que tal ajustarmos as velas? Muitas coisas com a chuva podemos prever.

  • Colocar areia na entrada da ordenha, melhorando a drenagem;
  • Manter os cochos cobertos para evitar que a ração molhe;
  •  Ajustar o horário de pastejo — antes da chuva ou depois que o capim secar um pouco;
  •  Ajustar o concentrado, aumentando ou diminuindo a proteína, contribui. Aumentar meio kg de ração será que atrapalha menos a queda da produção de leite?

O produtor rural precisa estar sempre atento. Sabe como? Acompanhando a previsão do tempo, consertando goteiras, melhorando a drenagem da entrada do curral e revisando a dieta dos animais. Fazer algo para amenizar o problema, isso é a atitude correta.

Fonte: Por Marco Aurélio Factori/ Milkpont

A FORÇA DA PERSISTÊNCIA

Mesmo após grandes desafios pessoais, Thiago Cipriano reinventou o negócio, elevou o padrão genético do rebanho e levou o nome MV Genética ao topo das competições nacionais.

 

O nosso bate-papo desta edição é com um nome bem conhecido da raça: o associado Thiago Cipriano, que, mesmo perante os percalços da vida, mostra que com foco é possível crescer e oferece uma perspectiva diferente para o negócio do leite. Vale a pena conhecer um pouco da trajetória e das conquistas da família Cipriano.

 

 

Ele conta-nos:

Em 2020 tivemos a oportunidade de participar de uma edição do Jornal HOLANDÊS e, como já referido, a nossa história com o gado Holandês vem desde os anos 90.

 

Daquela reportagem até aos dias de hoje, muitas mudanças aconteceram. Em 2021 perdi o meu irmão, que era também meu sócio. Pouco depois, adquiri a parte dele e da minha irmã.

 

Assim, segui a trabalhar e a produzir sozinho. Em 2024 realizamos a liquidação do plantel adulto, passando desde então a focar-nos na criação de gado jovem.

 

Atualmente, continuamos no ramo agrícola e pecuário, produzindo diversos produtos como soja, milho, trigo, feijão e aveia. Temos também a “Montes Verdes Nutrição Animal”, dedicada à produção de silagem, feno e pré-secado, e a “MV Genética”, especializada na criação de gado jovem Holandês e Girolando.

 

O nosso projeto conta hoje com cerca de 140 receptoras de gado de corte, com o objetivo de obter 100 bezerras Holandesas e Girolandas por ano.

 

A nossa filosofia baseia-se em trabalhar com famílias consistentes e touros de elevado mérito para tipo. A evolução genética e o uso do genoma têm sido ferramentas importantes e que facilitam muito a vida dos produtores.

 

Desses animais, selecionamos normalmente 20 para entrar no maneio de pista — ou, como costumo dizer, “20 atletas a preparar-se para competir”. Levamos este trabalho muito a sério e definimos uma ordem de prioridades: 1.º mão de obra qualificada, motivada e que goste realmente do que faz — um fator essencial; 2.º dieta; 3.º manejo.

 

Estes são os pilares básicos para competir ao nível de exigência dos eventos atuais.

 

A dieta básica destes animais consiste em feno à vontade, 2 kg de concentrado formulado com 26% de proteína e 0,5 kg de aveia branca. Outra ferramenta fundamental é o maneio sanitário: todo o rebanho segue um cronograma rigoroso de vacinas e vitaminas, que, segundo a nossa avaliação, têm feito grande diferença, garantindo animais mais saudáveis e com um desenvolvimento cada vez mais precoce.

 

E fica a pergunta: todo este trabalho compensa? Vale a pena?

Quem responde são os resultados: nas últimas cinco edições da EXPHOMIG, conquistamos quatro Fêmeas Jovens de nossa criação, colocando o prefixo MV Genética em destaque na raça Holandesa.

 

Mas o feito de 2025 foi realmente inédito para nós: conquistar Campeã Fêmea Jovem, Reservada Fêmea Jovem e Terceira Melhor Fêmea Jovem; obter 5 campeãs e 4 reservadas nas 7 categorias jovem; melhor conjunto jovem; segundo melhor conjunto jovem; e ainda Melhor Fêmea Jovem Vermelha e Branca. Não há melhor forma de colher os frutos do nosso trabalho e dedicação.

 

Para além das ferramentas que já referi, qualquer criador que deseje alcançar os seus objetivos pode contar com o suporte da ACGHMG, que auxilia tanto na parte documental como na vertente técnica.

 

Sinto-me muito satisfeito ao ver o crescimento da Associação nos últimos anos, sinal de que mais produtores têm investido e acreditado nesta evolução.

 

Para finalizar, pretendemos continuar o nosso projeto, pois, para além de gratificante, é uma atividade rentável.

MINAS NA ESTRADA | DEZEMBRO 2025

Fim de ano com muitas visitas técnicas, uma vez que a produção mineira continua firme e em constante crescimento

 

ASSOCIADO: Guilherme A. Rosa Maciel
Fazenda da Lage
Aiuruoca – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADO: Marcos Corteletti e Outros
Fazenda Estância Paraíso
Santa Teresa – ES
Visita realizada pelo Classificador Oficial Dimas de Paula Carmo.

 

ASSOCIADO: Guilherme Sarmento
Fazenda Primavera
Rio Novo – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

 

ASSOCIADO: Luiz Alexandre de Avelar
( Xandoca )
Fazenda Campo Alegre
Visita realizada pela Classificadora Oficial Ana Cristina Alves e Leandro Anibal de Souza Grazia.

 

 

ASSOCIADO: Antônio de Pádua Martins
Fazenda Luanda
São João Batista do Glória – MG
Visita realizada pelo Classificador Oficial Dimas de Paula Carmo.


NOVO ASSOCIADO
ASSOCIADO: Rafael Castro Resende
Fazenda Explosão Agrícola
São Tiago – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADO: Luiz Marcos Cúrcio
Fazenda Itororó
Carandaí – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADO: Márcio Mendes dos Santos
Fazenda Morro do Meio
Ritápolis – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

Parceria de sucesso
Embrapa Gado de Leite / ACGHMG
Coronel Pacheco – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADO: Luiz Sávio S. Cruz
Fazenda Monte Alvão
Esmeraldas – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

ASSOCIADO: Carlos Fabio N. Rivelli
Fazenda Extrema
Alfredo Vasconcelos – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADA: Fabiana Soares Ferreira
Fazenda Agroguia
Piumhi – MG
Visita realizada pelo Classificador Oficial Dimas de Paula Carmo.

 

 

ASSOCIADO: Fernando Andrade Garcia
Fazenda Cayuaba
Entre Rios de Minas – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

ASSOCIADO: Antônio José Freire
Fazenda Pérola
Alpinópolis – MG
Visita realizada pelo Classificador Oficial Dimas de Paula Carmo.

Fim de ano com muitas visitas técnicas, uma vez que a produção mineira continua firme e em constante crescimento

 

ASSOCIADO: Guilherme A. Rosa Maciel
Fazenda da Lage
Aiuruoca – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADO: Marcos Corteletti e Outros
Fazenda Estância Paraíso
Santa Teresa – ES
Visita realizada pelo Classificador Oficial Dimas de Paula Carmo.

 

ASSOCIADO: Guilherme Sarmento
Fazenda Primavera
Rio Novo – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

 

ASSOCIADO: Luiz Alexandre de Avelar
( Xandoca )
Fazenda Campo Alegre
Visita realizada pela Classificadora Oficial Ana Cristina Alves e Leandro Anibal de Souza Grazia.

 

 

ASSOCIADO: Antônio de Pádua Martins
Fazenda Luanda
São João Batista do Glória – MG
Visita realizada pelo Classificador Oficial Dimas de Paula Carmo.


NOVO ASSOCIADO
ASSOCIADO: Rafael Castro Resende
Fazenda Explosão Agrícola
São Tiago – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADO: Luiz Marcos Cúrcio
Fazenda Itororó
Carandaí – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADO: Márcio Mendes dos Santos
Fazenda Morro do Meio
Ritápolis – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

Parceria de sucesso
Embrapa Gado de Leite / ACGHMG
Coronel Pacheco – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADO: Luiz Sávio S. Cruz
Fazenda Monte Alvão
Esmeraldas – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

ASSOCIADO: Carlos Fabio N. Rivelli
Fazenda Extrema
Alfredo Vasconcelos – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

 

ASSOCIADA: Fabiana Soares Ferreira
Fazenda Agroguia
Piumhi – MG
Visita realizada pelo Classificador Oficial Dimas de Paula Carmo.

 

 

ASSOCIADO: Fernando Andrade Garcia
Fazenda Cayuaba
Entre Rios de Minas – MG
Visita realizada por Leonardo Jorge.

ASSOCIADO: Antônio José Freire
Fazenda Pérola
Alpinópolis – MG
Visita realizada pelo Classificador Oficial Dimas de Paula Carmo.

FORMAÇÃO TÉCNICA FORTALECE A ATUAÇÃO DA ENTIDADE

Curso de atualização reforça a importância da qualificação contínua para elevar a qualidade da classificação

 

Os técnicos da Associação dos Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais, Ana Cristina Alves e Dimas de Paula, participaram em novembro de 2025 do Curso de Atualização de Classificadores, promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa realizado na cidade de Castro-PR.

 

 

A programação teve início no dia 26, com uma etapa teórica dedicada à apresentação de novos critérios e abordagens capazes de aperfeiçoar o processo de classificação. Nos dias seguintes, 27 e 28, as atividades práticas foram realizadas em quatro propriedades: duas da raça Holandês – Agropecuária Fini e Genética Arm e duas da raça Jersey – Fazenda Paiol do Retiro e Chácara Recanto dos Pássaros, proporcionando aos participantes experiências reais de avaliação e um ambiente ideal para o aprimoramento de habilidades técnicas.

 

O curso foi conduzido por Bruno Jubinville colaborador há 30 anos na Holstein Canadá e há 20 anos é Chefe dos Classificadores do Canadá., cuja experiência contribuiu significativamente para ampliar o conhecimento dos participantes. A troca direta com um especialista internacional reforça a relevância de investir na formação contínua dos profissionais da associação.

 

Ao capacitar sua equipe técnica, a Associação Mineira fortalece a qualidade do trabalho desenvolvido no estado, garante maior precisão nas avaliações e contribui para o avanço genético, produtivo e competitivo da pecuária leiteira.

 

MINAS NA ESTRADA | NOVEMBRO 2025

A coluna mostra a equipe cada vez mais próxima dos associados ajudando a superar os desafios no campo!

Continue lendo